A importância na participação em ensaios de proficiência

De acordo com a NIT-DICLA-026 rev. 10, antes de solicitar a acreditação ou a extensão da acreditação, o laboratório deve participar em pelo menos uma atividade de ensaio de proficiência com desempenho satisfatório. Bem como, o laboratório acreditado deve participar em pelo menos uma atividade de EP relacionada a cada parte significativa do seu escopo de acreditação a cada quatro anos. Nota 1: atividades de ensaios de proficiência abrangem todas as atividades de comparação de ensaios e calibrações entre laboratórios, incluindo ensaios de proficiência, comparações interlaboratoriais e auditorias de medição. Além de ser mandatório o atendimento a NIT-DICLA-026, o laboratório deve atender aos requisitos da ABNT NBR ISO/IEC 17025:2005. O item 5.9 (“Garantia da qualidade de resultados de ensaio e calibração”) da 17025 prevê que os laboratórios devem ter procedimentos de controle da qualidade para monitorar a validade dos ensaios e calibrações realizados. Alguns exemplos para atendimento desse requisito são: participação em programas de comparação interlaboratorial ou de ensaios de proficiência; ensaios ou calibrações replicadas; intralaboratorial, interlaboratorial e bilateral; De acordo com a norma ABNT NBR ISO/IEC 17043:2011, ensaio de proficiência é a avaliação do desempenho do participante contra critérios preestabelecidos por meio de comparações interlaboratoriais. Nota 2: participante é um laboratório, organização ou indivíduo que recebe itens de EP e submete os resultados para análise crítica pelo provedor de EP. As comparações interlaboratoriais consistem na organização e avaliação de medições ou ensaios nos mesmos ou em itens similares, por dois ou mais laboratórios participantes, de acordo com as condições predeterminadas. Por meio da participação em EP torna-se possível avaliar a habilidade do laboratório de realizar ensaios ou medições...

Engajamento e as atividades da qualidade

“Você pode tirar de mim as minhas fábricas, queimar os meus prédios, mas se me der o meu pessoal, eu construirei outra vez todos os meus negócios”. Sábio Henry Ford. Elas são o recurso mais valioso nas organizações. Mais do que qualquer máquina do parque fabril, mais do que os recursos financeiros ou naturais disponíveis, a empresa é reflexo das pessoas que a constroem. Desta forma, a gestão desse recurso é de vital importância para a sobrevivência da organização, bem como para a qualidade do bem ou serviço ofertado. Ainda mais quando se tem como imprescindível necessidade de integração do Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ) à estratégia da empresa, já abordada no artigo “A moderna ISO 9001”. Não é novidade que na incessante busca pela excelência, a qualidade só é possível se houver o envolvimento de todos, independentemente de funções, cargos, atividades ou salários. Envolver as pessoas na busca pelos objetivos da empresa não é tarefa fácil. Fazer com que se engajem também nas atividades de gestão da qualidade, fazê-las compreender sua importância, tê-las motivadas e focadas nisso é caminho mais que árduo. Notadamente, isso é influenciado também por fatores externos à organização e, portanto, que fogem ao seu domínio, tais como questões socioeconômicas, familiares e outras bastante específicas e individuais. Apesar disso, é papel da organização compreender tais questões para estabelecer uma estratégia visando o engajamento de todos. A isso chamamos “motivação”, palavra que vem do latim “emotivare”, de onde também tem origem a palavra “emoção”. E, tal qual a emoção, a motivação é algo interno, bastante específico e individual. O que emociona e motiva alguém a...

A importância da calibração no processo

A importância da calibração no processo O objetivo deste texto é mostrar a importância da calibração na melhoria do processo produtivo bem como sua interferência direta na qualidade de um produto. A ISO 9001 A expressão ISO 9000 designa um grupo de normas técnicas que estabelecem um modelo de gestão da qualidade para organizações em geral, qualquer que seja o seu tipo ou dimensão. Esta família de normas estabelece requisitos que auxiliam a melhoria dos processos internos, a maior capacitação dos colaboradores, o monitoramento do ambiente de trabalho, a verificação da satisfação dos clientes, colaboradores e fornecedores, num processo contínuo de melhoria do sistema de gestão da qualidade. Aplicam-se a campos tão distintos quanto materiais, produtos, processos e serviços. A adoção das normas ISO é vantajosa para as organizações uma vez que lhes confere maior organização, produtividade e credibilidade – elementos facilmente identificáveis pelos clientes -, aumentando a sua competitividade nos mercados nacional e internacional. Por que calibrar? O que se vê é um crescimento muito grande de empresas adquirindo a norma ISO 9001 a partir do ano 2000, visto isso, não poderíamos deixar de lado o item da norma que aborda o assunto desde texto que é o item 7.6 da norma. A calibração propriamente dita tem por “definição” garantir que os equipamentos que interferem diretamente na qualidade do produto, sejam controlados metrologicamente, e, é com esse controle que podemos evidenciar efetivamente a melhoria do processo bem como garantir a qualidade do produto. Um exemplo prático do citado acima é numa empresa que possui um forno industrial, este forno precisa aquecer um material a 150°C constantemente para que...

A moderna ISO 9001

A moderna ISO 9001 A versão 2015 e a adequação às práticas de mercado   Participei recentemente da apresentação da nova versão da Norma ABNT NBR ISO 9001. Ainda em versão “draft”, a norma ficará disponível para consulta, sujeita a alterações até o final de 2015. Apesar disso, não deve haver mudanças significativas na versão divulgada até o momento. As revisões de normas ISO surgem em acompanhamento às práticas de mercado, que estão em constante mutação, cada vez mais aceleradas pelas ferramentas disponíveis nos dias atuais e pelo surgimento de novas técnicas a todo instante. Não seria diferente com a ISO 9001. A última revisão foi realizada há sete anos, em 2008. Um tempo muito grande, levando-se em conta a velocidade com que as inovações surgem, são implementadas pelas empresas e aceitas como prática de mercado. O período de cinco anos entre as revisões, previsto pela própria ISO cada vez que realiza uma delas, é o ideal, tempo suficiente para observar e incorporar novas técnicas às normas pertinentes. Sobre a ISO 9001:2015 destacam-se três quesitos. O primeiro é com relação à ampla abordagem sobre gestão de riscos que ela faz. Prática relativamente recente no mercado, é uma evolução do que as versões anteriores da ISO 9001 tratavam como “ação preventiva”, quesito, digamos, “rejeitado” pelas empresas.  Relativamente recente pois o mercado sempre buscou equilibrar os riscos e os custos. Ante a velocidade com que correm informações, surgem tecnologias, com que as mudanças ocorrem, quem falha perde mercado, perde cliente, para no tempo. Assim, a gestão de riscos torna-se imprescindível a quem quer acompanhar o mercado e ter, apesar das políticas...